Publicado em 08.03.2017 - Blog do CBP - Sem comentários

Capelania EscolarDICA DO CAPELÃO

Dia das Mulheres

Neste mês de março lembramos de forma especial das mulheres, e, é importante iniciarmos lembrando que a mulher é valorizada antes e acima de tudo por ser imagem do Deus Eterno e Criador, e nada no tempo e ou na história lhe dará mais valor do que isto.

Todavia, diante da ação histórica de homens perversos que não valorizam nem a mulher nem a Palavra de Deus, as mulheres tiverem (e ainda têm) que lutar para serem reconhecidas na humanidade pelo que já são, sempre foram e serão: Coroa da Criação.

O dia 08 de Março tornou-se referência mundial após o reconhecimento da ONU (1975) do trágico evento das tecelãs de NY, que em 1875, reivindicando tratamento e salários dignos – diante de abusos físicos, morais e sexuais, e salários de 1/3 em relação aos homens; foram reprimidas com violência extrema, sendo cerca de 140 acuadas dentro da fábrica e mortas em um incêndio.

A violência, desrespeito e humilhações históricas sofridas pelas mulheres levaram (em muitos casos) estas a se distanciarem do ideal estabelecido pelo Deus Eterno para a família.

OBS – é imprescindível ressaltar que, o papel da mulher (e também do homem) na família não deveria negar suas competências e potenciais dados pelo próprio Deus, contudo, a necessidade de lutar – por um direito dado pelo Eterno; fez com que muitas mulheres enfraquecessem seu papel familiar, e algumas até tenham aversão a estes.

Revolução Industrial
Na segunda metade do século XVIII, a absorção do trabalho feminino pelas indústrias, como mão-de-obra barata, inseriu definitivamente a mulher na dinâmica produtiva. Ela passou a ser obrigada a cumprir jornadas de até 17 horas de trabalho em condições insalubres e submetidas a espancamentos e humilhações.

Segunda Guerra Mundial
Com os homens na linha de frente das batalhas, os países não podiam parar, assim, mulheres assumiram os postos de seus homens nas fábricas e nos estaleiros, passaram a conduzir comboios ou a operar máquinas. No auge da indústria bélica, havia muitas mulheres que construíam os tanques, as armas e os aviões que eram utilizados na própria guerra, além de mulheres portando armas e defendendo seus territórios e lares.
Após as revoluções – incluindo a globalização; e as grandes guerras, nada voltou a ser como antes. As mulheres ocuparam espaços até então exclusivos aos homens, competem com competência com estes em todas as áreas sociais, políticas, econômicas e culturais.

A pergunta que se faz ao analisarmos estes eventos acima é: “Quem ocupou o espaço precioso e insubstituível das mulheres nos lares, incluindo o espaço das mães?”

Mais uma vez vale ressaltar que a questão não é questionar o que as mulheres conquistaram, mas sim, o que elas perderam!

Igualar-se com os homens que já haviam deixado há muito tempo os valores sagrados do Eterno Deus não tornará a mulher o que ela realmente merece ser, só a aproximará do homem, do mesmo homem perverso histórico que a subjugou.

Comemorar o dia das mulheres não deve ser a celebração do direito a lotar os bares, a exposição do corpo, a liberdade sexual, o ter ou não muitos parceiros, mas, a Celebração de Ser Imagem e Semelhança do Deus Criador, e como filhas amadas e queridas o acesso irrestrito e direto à Presença do Deus Pai.

 

Foto-Públio

Pastor Publio Azevedo   Capelão e Professor do CBP